
São exatamente 03:11 da manhã e eu estou aqui, plantada, na frente do computador.
Não que eu não faça isso nunca, estou mais que acostumada em gastar minhas madrugadas olhando pra essa máquina esbranquiçada que eu tenho aqui em casa. Só que hoje, foi um pouquinho diferente.
Fui deitar mais cedo, um pouco. Rodei, rodei, e não consegui dormir. O que recebi em troca, foi uma bela dor de cabeça, misturada com uma agitação quase incomum. Tudo isso por causa de problemas que eu estou vivendo, problemas que se misturam com fatos concretos e fatos não tão concretos assim. E após todas as misturas nem tão agradáveis, eis que me bate aquela saudade imensa no peito, aquela saudade de quem certamente está do meu lado, mas que eu não posso necessariamente ver e tocar.
E eu reflito. Penso o quanto fui idiota de não ter tocado o suficiente enquanto eu estava do lado, de não ter dito o que eu realmente queria ter dito e de ter deixado acumular todo esse sentimento enorme que eu guardo no peito.
Sinto raiva, rancor e até mesmo ódio de algumas pessoas, mas é a existência de outras (ainda que nem sempre tão presentes) que amenizam a minha dor, e me ajudam a seguir em frente.
Olho para trás e vejo que foi no meu pântano que eu pesquei minhas pérolas, minhas pérolas que me fortificam e me fazem menos triste.
Eu realmente gostaria de poder olhar nos grandes olhos azuis de uns agora e pedir um daqueles abraços que me tranquilizam. Gostaria de pegar nas mãos macias e suadas de outros e pedir para rirem comigo. Gostaria de correr para pegar o ônibus. Gostaria de dizer obrigada. Gostaria de que estivessem aqui.


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