Revolucionária Preguiçosa

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

...

A vida é mesmo muito irônica. Enquanto eu sou obrigada a ouvir minha mãe brigar comigo e com o meu pai pelo motivo mais besta e idiota do mundo (com uma certa frequência fora do comum), nada além de um mal entendido retardado, ouvir todos os tipos de ladainhas, sofrer injustiças em praticamente todos os lugares que eu vou (isso incluiu minha casa), ver o único menino que eu tenho um certo interesse namorar uma menina linda e super legal e ainda assim, continuar sendo muito legal comigo, ver que tudo acontece pros outros, menos pra mim, ver que eu parei no tempo, que eu simplesmente não ando pra frente, perceber que NADA depende de mim, que eu não posso controlar nada, nem mesmo os meus pensamentos, enquanto tudo isso acontece, tem gente me perguntando no msn o que falar praquele gatinho que pegou há alguns dias.

Sério, a vida me entristece.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Ah, o verão!

'Aaaaah... O Verão. Tem coisas que a gente só faz no verão'... Quem se lembra desse comercial da Skol, que fez o maior sucesso exatamente dois verões atrás? Acabou virando um lema dos jovens na época, e hoje, apesar de ter passado bastante tempo e ninguém se lembrar mais, esse comercial continua sendo meu lema de férias. 'Aaaaah... O Verão. Tem coisas que a gente só faz no verão' , como ir dormir às 7 horas da manhã, acordar às 3 horas da tarde e passar o resto do dia de pijama, sem fazer nada de útil, a não ser ficar rodando e re-rodando os mesmos filmes de sempre, ouvindo o barulho persistente da chuva, que não cansa de dar a seus dias mais ar de tédio do que o normal, ouvir a deprimente voz do Thom York murmurar que ele é uma aberração, que ele é um estranho e enfatizar a terra artificial de plástico e do amor artificial de plástico que ele sente pela mulher de plástico. E o mais impressionante, é que quase não entra luz pelas janelas tediosamente fechadas da minha casa, tornando meu verão mais animado e encantador possível. Já viu férias mais maravilhosas que essas minhas? Pois é, maninho, convivo com isso desde que me entendo por gente. E não há nada que eu possa fazer pra mudar, porque eu não posso fazer brotar gente querendo fazer um programa diferente/divertido comigo. Não almocei, creio que não vou almoçar, porque não tem nada pra comer aqui em casa, não tem nem refrigerante pra eu beber, e sinceramente, com uma puta preguiça de ir à padaria comprar. Parece que em dias como esses, até o ar da rua conspira a favor do seu tédio, e da sua impotência de levantar e fazer alguma coisa de útil.
Acho que se eu fizesse uma lista de filmes que eu vi desde dia 25 de Novembro, eu poderia formar uma locadora, ou até mesmo, uma empresa conselheira de filmes e minisséries.
Crescer é chato, porque além de ver as coisas como elas realmente são, você ainda percebe que sua vida tá passando e você não fez nada do que queria fazer, e que certamente não fará, porque existem coisas que não podem ser feitas aos 18 anos da mesma maneira que seriam feitas aos 14.
É, essa é minha vida, man.
See ya.

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Querida luz azul,

Sempre fui acostumada a escrever rabiscos nos meus cadernos, metades de poemas, textos nostálgicos (de preferência, em inglês), trechos musicais, coisas que retratassem minha emoção do momento. Mas cartas, cartas como essa que eu estou escrevendo para você, foram pouquíssimas. E nenhuma delas, jamais foi entregue. Jamais foi entregue e nunca será.
Mas de uma coisa, você pode ter absoluta certeza: Só escrevi para quem eu realmente amava, só escrevi para quem foi extremamente importante, e nunca pensei que sua importância pudesse chegar a tal ponto. A ponto de me fazer escrever isso para você, porque posts avulsos, sempre intencionados a você não estavam sendo suficientes.
Cara, você tem um pouco de noção do que você significa pra mim. Hoje, 20 e poucos de Dezembro de 2008 (é, sem saber que dia é hoje), 70% dos meus pensamentos são direcionados a você. Eu me flagro pensando em você ainda que eu não queira. Maldito acumulo de sentimentos! Eu acho que se eu tivesse distribuído tudo direitinho no momento certo, eu não estaria me sentindo desse jeito agora, como uma necessidade de ter você aqui, que ninguém consegue calcular, ninguém imagina. Eu preciso ver a luz que você transborda, iluminando meu caminho. Azul. Azul. Azul.
Não consigo entender que tipo de amor é esse que eu sinto. Um amor que não é carnal. É apenas espiritual, é uma necessidade de estar ligada a você a cada minuto do meu tempo, de poder te ouvir falar aquelas coisas que sempre me fizeram refletir, de ouvir você dizer coisas doces. Só de ter você comigo, e fazer parar o tempo. É só isso que eu quero.
Se ao menos as coisas pudessem voltar a ser como antes, eu digo, se ao menos eu pudesse a voltar a olhar pra você como antes. Mas eu não consigo. E eu sinto que eu vou acabar te sufocando com isso. Mas tenha a certeza que essa não é a minha intenção. Tudo que eu quero, é sua presença na minha vida, sem sair mais.
Circunstâncias. MALDITAS CIRCUNSTÂNCIAS.
Sonhos. Sonhos e mais sonhos.
Alguém me hipnotizou, só pode. Não, não era assim.

Ah, eu te amo.

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

E eu pergunto.

Que tipo de pessoa está às 5:17 da manhã, com as luzes todas apagadas, ouvindo Radiohead e observando as nuvens se moverem pela janela, enquanto os pensamentos vão muito além do que o sua mente, até mesmo seu coração pode suportar? Eu. Alguém como eu.

É realmente difícil encarar os fatos, apesar de a cada dia que passa, eu estar mais acostumada com eles. Acontece, que quanto mais eu lido com certos tipos de coisas, menos simples elas ficam, e mais confusões se criam dentro da minha cabeça. Às vezes me pergunto se tudo isso é consequência de tudo que eu vivi, ou se tudo isso é criação da minha mente. Eu realmente não consigo responder esse tipo de pergunta que faço a mim mesma, e sinceramente, sinto falta do tempo em que eu podia encarar a vida com mais naturalidade, e até mesmo, com mais simplicidade.
Gostaria de fazer outros tipos de posts, posts que eu não teria vergonha de divulgar. Queria escrever algo que fosse além do meu egocentrismo e da minha melancolia, mas eu não consigo, não no atual presente.

E quase tão ruim como sentir esse tipo de coisa, é não ter com quem desabafar. Não, não há uma só pessoa nesse mundo que eu poderia falar o que realmente está me tirando o sono, nesse momento. Amigos. Sim, eu tenho amigos, mas eles certamente não entenderiam e com certeza, não se importariam muito, porque 'bobeira' é 'bobeira'.

O que eu mais queria era poder sair de casa, parar no meio do asfalto e gritar. Dizer o quanto eu odeio o que estou sentindo, o quanto eu sinto falta de ser quem eu era, e que não, eu não consigo suportar essa ausência, quando o que eu mais queria perto de mim, está longe. Em todos os sentidos, literalmente. Não longe de alma, mas existem horas, que a distância física consegue falar muito mais alto que a distância espiritual.

E é sempre assim: A pessoa mais importante, é sempre a mais difícil de ver.


Preciso realmente desabafar. Preciso colocar isso tudo pra fora, preciso encontrar um método de amenizar essa dor, porque chegou a um ponto que eu não posso mais suportar. Sei que para chegarmos a um equilíbrio, é preciso saber ser racional e passional. Mas ultimamente, não consigo ser racional. Só consigo pensar com o coração, que já tá quase explodindo.

Bom Dia.

domingo, 14 de dezembro de 2008

com quem você chora?


O céu está cinza, típico do mês de Dezembro. Essa chuvinha maldita insiste em cair e ainda por cima, é Domingo. O que mais eu poderia querer? Sinceramente, acho que está difícil algo capaz de piorar a minha situação.
Não me lembro de ter estado tão pessimista alguma vez nos meus 17 anos e meio de vida.
Parece que o universo está conspirando contra mim, e não há absolutamente nada que eu possa fazer pra mudar. É minha mãe com seus habituais nervos de fim de ano, é a solidão que eu tenho que enfrentar todos os dias, é amor mal resolvido que ainda me dói o estômago, é falta de esperança pra continuar, é ter que lidar com a falta de consideração dos amigos, é perceber que você está sozinha mesmo, sem ninguém do seu lado, nem que seja pra ter uma simples conversa formal.
Não aguento mais olhar pra cara desse computador, isso foge completamente de tudo que eu costumava imaginar pras minhas tão sonhadas férias, quando eu era mais nova, ou melhor, foge completamente de tudo que eu sonhei pra minha vida. Definitivamente, isso não é pra mim.
Eu queria mudar, queria mesmo, mas são mudanças que não dependem só de mim. Dependem muito mais das pessoas ao meu redor do que de mim mesma, então a única coisa que eu posso fazer é encontrar pessoas que realmente me valorizem, e isso, meu irmão, está muuuuuito difícil.
É triste ver seu otimismo todo ir por água abaixo. É triste ver que as pessoas que você mais amou na vida já não ligam a mínima pra você, é triste ter que vivenciar todas essas mudanças insanas que vêm acontecendo sem parar, desde o final de 2006.
Sinceramente, fico imaginando até quando vai durar isso, fico imaginando se algum dia as coisas vão conspirar a meu favor e essa situação vegetativa e melequenta que eu estou vivendo vai mudar.
Quem sabe, um dia...

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

different kinds of rain ;~

Hoje eu tomei muita chuva. Muuuita chuva mesmo, assim como aquele dia, exatamente 1 ano atrás. E o engraçado, é que foi exatamente no mesmo lugar de antes.
Através disso, eu posso perceber que nada muda, é a gente que muda. A decoração de Natal da Praça da Liberdade estava lá, luminosa, brilhando, irradiando. As pessoas, se esconderam no coreto exatamente do mesmo modo que fizeram 1 ano atrás e o vento forte, quase arrancava os guarda-chuvas das mãos dos velhinhos indefesos.
Mas há algo diferente: Eu.
Eu continuo com dificuldade pra dormir à noite, eu continuo fantasiando romances na minha cabeça, eu continuo tendo amigos virtuais (embora alguns deles não tenham um pingo de consideração), mas o que se passa na minha cabeça é diferente. Sim, é bem diferente. Eu vejo certas coisas por outro ângulo. Me permito sentir algo que eu me privei durante um bom tempo, e como castigo, estou sentindo o triplo do que eu imaginei sentir um dia. Foi como se tivesse acumulado, e chegado um certo ponto, explodido.
E é o que acontece com essa saudade. Ela está crescendo, crescendo... Acumulando. Chegará um momento que ela irá explodir e eu não saberei mais o que fazer [como se eu soubesse agora, ! :T ]

Continuo me sentindo sozinha, continuo vegetando, continuo trocando o dia pela noite.
Será que um dia eu vou me acalmar e isso tudo terá um fim, ou pelo menos, será amenizado?
Espero.

Bom Dia!

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sábado, 6 de dezembro de 2008


São exatamente 03:11 da manhã e eu estou aqui, plantada, na frente do computador.
Não que eu não faça isso nunca, estou mais que acostumada em gastar minhas madrugadas olhando pra essa máquina esbranquiçada que eu tenho aqui em casa. Só que hoje, foi um pouquinho diferente.
Fui deitar mais cedo, um pouco. Rodei, rodei, e não consegui dormir. O que recebi em troca, foi uma bela dor de cabeça, misturada com uma agitação quase incomum. Tudo isso por causa de problemas que eu estou vivendo, problemas que se misturam com fatos concretos e fatos não tão concretos assim. E após todas as misturas nem tão agradáveis, eis que me bate aquela saudade imensa no peito, aquela saudade de quem certamente está do meu lado, mas que eu não posso necessariamente ver e tocar.
E eu reflito. Penso o quanto fui idiota de não ter tocado o suficiente enquanto eu estava do lado, de não ter dito o que eu realmente queria ter dito e de ter deixado acumular todo esse sentimento enorme que eu guardo no peito.
Sinto raiva, rancor e até mesmo ódio de algumas pessoas, mas é a existência de outras (ainda que nem sempre tão presentes) que amenizam a minha dor, e me ajudam a seguir em frente.
Olho para trás e vejo que foi no meu pântano que eu pesquei minhas pérolas, minhas pérolas que me fortificam e me fazem menos triste.
Eu realmente gostaria de poder olhar nos grandes olhos azuis de uns agora e pedir um daqueles abraços que me tranquilizam. Gostaria de pegar nas mãos macias e suadas de outros e pedir para rirem comigo. Gostaria de correr para pegar o ônibus. Gostaria de dizer obrigada. Gostaria de que estivessem aqui.

sexta-feira, 5 de dezembro de 2008

I'm here again;


É sempre assim. Começo um blog e o deixo por fazer. Mas existe algo maior em mim, que é a necessidade de escrever, talvez seja porque a escrita é a melhor forma que eu encontro para conseguir colocar para fora certos sentimentos, que nunca conseguirei demonstrar, falar, ou até mesmo entender. Eu realmente não sei em que se baseia essa necessidade. Talvez, porque seja bem do meu feitio parar para analisar posts antigos, e comparar quem fui com quem sou. Mesmo que no fundo eu não mude, apenas amadureça quem sempre existiu dentro de mim e até então não havia se revelado. E dias como hoje(ontem, aliás), dão muito o que falar. Pelo menos, dentro de mim.

Hoje foi um dia longo. Um dia daqueles que fogem da proporção estipulada pelo tempo. Mais um daqueles dias em que existe uma mescla de emoções que transitam entre a tristeza profunda e a tranquilidade, ainda que ela seja apenas uma ilusão. Uma ilusão. Mais uma ilusão, o que é bastante irônico, afinal, dias como esses servem muito mais parar desfazer ilusões do que para construí-las.
Mas quem se importa?
Ao final de tudo, o começo é o fim, e o fim é o começo. O avanço é o retrocesso e o retrocesso pode ser avanço.

Estamos aí para isso! :D